quarta-feira, 13 de março de 2013

“Por um segundo, me perguntei se beijá-la iria quebrar o feitiço sob o qual nós dois estávamos, mas era tarde demais para parar. E quando os seus lábios encontraram os meus, eu sabia que poderia viver até os cem anos e visitar todos os países do mundo, mas nada iria se comparar àquele momento que eu beijei pela primeira vez a garota dos meus sonhos e soube que meu amor duraria para sempre.”

Tempo; o ditador de tudo.

Que fique bem claro que nenhuma derrota jamais me desanimará, e que mesmo quando tudo parecer difícil, eu não desistirei e irei até o final. Mesmo que seja só pra descobrir que a luz no fim do túnel queima.
Serei forte. E penso nisso como uma forma de afirmação. É isso.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois. - CFA

Me questiono todos os dias o porque de eu estar aqui. Eu paro e observo todos ao meu redor. Todos tem suas vidas e, todas as manhãs, correm atrás daquilo que chamam de "sentido" para elas. Eu não. Não sei em que momento a minha vida deixou de funcionar ou em que momento eu deixei de buscar um sentido para a minha. Só sei que os meus dias caíram numa rotina profunda da qual, as vezes, eu me pergunto se um dia poderei escapar. Sem ajuda, sem um ombro amigo, sem um braço áspero para me estender a mão. 
Porém, apesar de tudo, de todos os motivos que eu tenho para desistir, não desisto. Mesmo sentada, calada, sobrecarregada e indisposta, eu não desisto. Sei que na hora certa todas as coisas voltarão a se encaixar, exatamente como estiveram um dia: corretamente encaixadas. E enquanto espero, mantenho e preservo a minha fé para respirar e sorrir. Apesar de tudo. 


- ThC

O disparo

Há bastante tempo eu não entro aqui. E, consequentemente, não posto algo. Dessa vez, decidi ser espontânea e livre. 
Pois bem. Posso descrever os meus dias somente com a palavra "avião", e o mesmo em si. Tudo tem sido bem turbulento e embaraçoso. Um voo do qual eu não sei se pousarei um dia. Pode parecer fácil, mas é difícil controlar uma aeronave ao ar livre. Controlas as quedas, as turbulências, a sobrecarga, os botões de controle, saber a função de cada um. Então, é basicamente isso. A minha vida se resume a um avião. 


- ThC

sexta-feira, 15 de junho de 2012


"Mergulho em meus piores pesadelos e percorro a curta estrada do antidepressivo chamado "paz", e descubro que todos os meus anseios e devaneios podem parecer terríveis vistos a olhos sadios.
E nesse momento, desejo que o meu coração pare de bater e que todos os meus batimentos caiam vagarosamente em meio ao inferno. E permaneçam por lá durante toda a eternidade. Rezo para que o meu corpo seja queimado ao estilo Joana D'arc e que as minhas cinzas penetrem o interior da minha alma, dando-lhe a escolha a vida, oferecendo-lhe todo o seu féu e sangue condensado e estragado, servindo-lhe de veneno. Dando-lhe a chance de viver uma vida, dando-lhe a mísera chance de ser um Humano.
E ser um humano de verdade nesse paraíso infernal dotado de psicopatas e psiquiatras infiltrados em meio a multidão, é quase um privilégio(...)" - ThC.
Tentei viver por três vezes.
   A primeira foi desesperadora; esquivei-me um pouco, colocando as minhas mãos por sobre a válvula que me prendia àquele tanque. Prendi um pouco a respiração e pressionei os meus pés contra o chão. De uma maneira assustadora e eu não sei como, eu consegui prender a respiração durante o meu percurso até o pouco de oxigênio que ainda me restava. Consegui alcançar o ar? Sim, consegui. Porém, não durou mais que 2 segundos e logo o peso do meu corpo me obrigou a afundar novamente. Primeira tentativa sem sucesso.
   A segunda foi mediana, um pouco mais calma; deleitei-me sob a água e apenas consenti ao mandado do meu corpo.  E o pior de tudo era não conseguir imaginar uma maneira sentada de sair dali. E isso me frustrava. Mas acima de tudo, me fazia lutar contra o meu subconsciente, em busca de uma dose um pouco maior de calma. Mas, diante da minha primeira tentativa desesperadora, eu consegui pensar em algo. Sim, eu consegui.
   Fechei os olhos, respirei internamente, e pressionei mais uma vez a bendita (ou maldita) válvula. Dessa vez usando um pouco mais de força para que ela pudesse se romper, e eu pudesse escapar daquele compartimento apertado e sem circulação alguma de oxigênio. O meu medo de estar morrendo aos poucos, era o que me deixava mais aflita e agoniada. Mas eu não precisava desse medo nesse momento. Disso eu tinha certeza. Essa era talvez a minha maior certeza.
   Segunda tentativa fracassada. Os meus pés entraram em um transe terrível. Formigamento, câimbra e dores musculares. Parei por alguns segundos e fechei os olhos novamente. Dessa vez, revivendo toda a minha vida em questão de segundos.
   Lembrei-me do meu primeiro beijo, do meu primeiro e último amor, dos meus passeios escolares na época da infância e adolescência, das noites do pijama com as amigas, dos meus almoços monótonos no orfanato, de todas as encrencas das quais eu já havia me metido, enfim. Dos momentos mais marcantes da minha vida.
   Mas parei de pensar nisso, pois pensar nisso, era quase se entregar... E eu não podia nem devia me entregar. Não mesmo. Foquei apenas na minha tentativa de sair dali, apenas.
   Fechei os olhos, pela última vez, pois essa seria a minha última tentativa. A principal e mais importante. Pelo fato de que, eu não tinha mais forças, não conseguia mais pensar em nada, não conseguia mais ser eu mesma: o ser humano que nunca desistia.
   Abaixei-me um pouco, para dar pressão ao corpo, impulsionei os meus pés no chão e subi como uma flecha, empurrando aquela válvula com toda a força que ainda restava dentro de mim. Terceira tentativa: Um sucesso.
   Consegui sair dali, consegui respirar novamente, consegui me aliviar, e principalmente, consegui viver novamente. O que viesse dali adiante, seria lucro. 


- ThC.

sexta-feira, 18 de maio de 2012




  E o que eu queria? O que eu queria nem eu mesma sabia. Era algo inanimado, alguma coisa que existia somente na minha cabeça. Eu fazia tantos planos, criava tantas cenas, e mal sabia eu que tudo aquilo não passava de pura ilusão de ótica. Uma conversa sem nexo entre o meu consciente e o meu subconsciente a respeito dos meus devaneios. Ah! Eu criava tantos cenários; azuis, vermelhos, floridos, escuros, nublados, ensolarados, falsificados.
  Mas após um certo tempo, eu simplesmente não conseguia mais criar cenário algum. Ficou tudo preto e branco. Como em uma fotografia antiga; e não só antiga mas também, envelhecida, translúcida... 
  E eu mal conseguia enxergar os traços da imagem. E após mais um tempo, tudo escureceu. Foram-se as cores, as fotografias memoráveis em preto e branco, cores em sépia... Tudo se foi, tudo, tudo.
  E de repente, míope, daltônica, cega. E tudo se foi. 


- ThC

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"Talvez eu até esteja errado, mas que se dane. Se uma pessoa não tem paciência nem pra conquistar minha confiança e afastar meus medos, o que eu posso esperar, então? Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço." - Tati Bernardi