sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Desassossego; o sustento.



É preciso ter calma.
É preciso não se desesperar, quando o que se quer muito exigir tempo. 
O desespero é inimigo da satisfação, aprendi. E calma, assim, lá vou eu. 
Caminhando contra toda a insegurança, contra todo o medo do desconhecido, contra toda a possibilidade de infelicidade, caminhando contra tudo o que me fizer pensar em desistir. 
E não temo, pois, dentro de mim habita uma força, que me impulsiona a desejar não fraquejar.
Existe algo que não quer que eu enfraqueça, toda vez que assim penso. 
E isso é bom, sempre é bom, pois, isso que permanece e permanecerá até o fim da minha vida no meu interior, é força capaz de dominar o meu corpo e a minha mente, e eu gosto. 
O que mora em mim, se chama Fé.  
E não desisto, insisto. Continuo seguindo mantendo os meus princípios e buscando o máximo.
Sempre.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

  Para se viver sem espaços ou pontes, é preciso exorcizar as coisas ruins da alma, abrir os portões da bondade no coração, preencher os espaços da solidão e rir exacerbadamente dos percalços da própria vida. Não se deixar viver em agonia, aproveitar cada centésimo do seu dia, relembrar os bons momentos dos seus meses e concluir aprendizados com o passar dos anos. E acima de tudo, acima de qualquer incerteza ou dúvida, entender da melhor forma possível que a vida vai ser sempre essa subida cansável e inexata que nos faz querer desistir às vezes, que nos afasta de pessoas e momentos, mas que será sempre A Vida. 
  E o que é a vida? Um conjunto perfeito e controlável dos pequenos pedaços dos nossos mais profundos detalhes: A razão, a carne, o cérebro e o oxigênio. E por mais difícil que seja encarar alguns momentos consecutivos(ou não) e perturbadores, é preciso entender que essa tal de Vida, que nos permite uma emoção e um êxtase único, não é tão ruim assim. E se tais palavras não foram suficientes para formar uma opinião e "viver sem fronteiras" por definitivo, leia esse pensamento inteiro e concretize-o na sua mente: 
  A Vida pode nos tirar pessoas, matérias e bons instantes, mas para o nosso bem(acredite), ela nos deixa sempre com a melhor parte desse extrato todo: Lembranças na nossa memória. Não gaste uma vida inteira levando em conta receios ou sentimentos que preencham seu coração de dor, qualifique a sua vida e dê valor a cada instante dela. Seja quem você sempre quis ser. Capacidade é algo que está dentro de nós, e Felicidade também. Coloque tudo isso em prática e acredite em si. Porque diante do nosso fim ou do fim de tudo, a Felicidade e os bons momentos na nossa memória, é realmente o que importam. 


Thainá Costa

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pensar é Transgredir.



Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. 
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.

E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Lya Luft

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Me possuo e estou completamente entregue a mim mesma.


 Quando eu lembrar da tua ausência, da tristeza que essa sua falta tá me causando, eu vou me lembrar que era assim que tinha de ser. Você sempre me fazendo falta e sempre doendo mais forte na dor que desatinava dentro de mim. Porque pra ser você tem que fazer falta, não é mesmo? E de vez em quando, quando eu me sentar naquela esquina, lembrarei de todas as conversas jogadas fora, de todos os olhares trocados em meio a um silêncio que falava por si. De tudo. TU-DO.
  Vou aprender a sentir mais falta de mim de vez em quando, a me beijar quando estiver carente de carinho, de me abraçar quando estiver me sentindo triste ou sozinha. De me ligar as vezes só pra ouvir o meu próprio silêncio, de deixar mensagens pra mim mesma na esperança de que eu mesma me lembre o quanto eu me amo, e de rezar pra que eu consiga acreditar no meu próprio Amor como conseguia acreditar no teu.
  Vou dormir abraçada comigo mesma, sair mais comigo, sabe? Não se preocupe, eu vou me cuidar. Vou dar todo amor que existe em mim pra mim mesma, pra que um dia eu possa ter forças pra te esperar numa calçada qualquer ouvindo uma das nossas músicas favoritas e te ver caminhar em minha direção com os olhos cheios de lágrimas e segurando o seu coração sangrando em suas mãos. Juro solenemente que não vou fazer nada, absolutamente nada, que possa me machucar ou me deixar decepcionada comigo mesma. Vou me amar tanto... Vou me cuidar o quanto eu gostaria de cuidar de você. Me chamar de amor e não me deixar nunca. Prometo.

- ThC.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um quarto cheio de nada, vazio. Tão triste..





  ...Estávamos tão bem, tão felizes naquele quarto. Tudo parecia tão inteiro e satisfatório. Mas, de repente nós precisamos nos levantar e já não deu mais tempo de pensar no que fazer. E eu pensei antes de não poder parar pra pensar: "Pensa rápido, vamos... Não deixe que o nosso amor seja destruído e enfiado no lixo assim, não deixe que o presente seja esmagado dessa maneira cruel e dolorosa... Vamos, pense! Rápido!" Mas, trinta segundos depois já era tempo demais pra parar pra pensar de verdade, porque no exato segundo do contexto já estávamos trancando a porta do quarto por fora. E naquele momento, sabíamos que essa seria a ultima vez que trancaríamos aquela porta por fora. Aquilo não iria mais se repetir. Não sei o porque mas, de repente aquele quarto já não trazia mais harmonia, de repente as músicas não conseguiam mais nos entender, os passarinhos que pousavam na janela nos olhavam e voavam em direção contrária como uma repreensão e isso doía. Os livros de auto-ajuda espalhados pelo quarto, eram muitos, vários, espalhados. E as pessoas lá fora nos olhavam mas elas não sabiam do nosso problema confidencial. Tão confidencial que acabou sendo dividido ao meio. Um problema grande sendo dividido ao meio e cada um pegando o seu pedaço, como uma pizza. Cada um pegava o seu pedaço e comia, mastigava, engolia. E até aí tudo era fácil, mas quando chegava a hora de digerir, complicava. Digerir é que era o problema.
  Não sei porque nos deixamos nos afastar tão fácil assim, não sei porque tomamos decisões tão difíceis assim. Tivemos tanto medo o tempo todo e guardamos tantas vezes as nossas dores no bolso que era pra não estragar o momento bonitinho, mas não adiantou. A hora chegou e tivemos que retirar aquela dor do bolso, segurá-la firme e encará-la. E isso doeu mais do que a própria dor em si, que já doía muito só por existir.
  O nosso preço foi grande. Nos deixamos enganar por uma propaganda enganosa que passou na TV e fomos atrás do produto. O compramos. E só depois de um tempo percebemos que ele não era tão fácil assim de ser usado e pensamos que talvez nos desfazer daquele produto seria melhor do que quebrar a nossa cabeça tentando fazer dele um produto útil e agradável; mesmo sendo tão importante e necessário para a nossa subsistência. Ou sobrevivência individual. Nos enganamos, claro. 
  Hoje, agora, no presente... Eu espero que aquela fé que a gente costumava guardar na mochila que era pra não bagunçar o nosso quarto, eu espero que tenhamos forças pra conseguir convencê-la a sair da mochila e entrar em ação porque vamos precisar muito dela. Vamos, sei que vamos. Vais.  - ThC.






"Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez." Caio F. Abreu

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Vulcão imaginário..

Essa sua loucura existencial enquanto tentar procurar uma saída para todos os nossos problemas, uma saída que resolva tudo de uma vez e sem dor, nos corta ao meio com uma faca invisível. E a dor gritando lá no mar que existe dentro de mim, pedindo para que eu não afogue-a e suplicando e implorando e pedindo pra ficar. E o avesso do certo dizendo que eu devo implorar pra que ela fique e cuidar bem dela, da dor.
Por um momento eu até pensei(muito) que fossemos ficar sempre presentes, sem tormentos ou lamentações. Sem prévias de partidas, sem despedidas em si, sem desistências, sem naufrágios. Pensei que seríamos capazes de remar o barco mesmo na correnteza, me entende? Não, você não me entende. Mas eu te entendo, sempre entendi. 
 Se surpreende aquele que confia fielmente no Tempo. Aqueles que acham que o tempo pode suprir todas as necessidades e encobrir todo o ácido que ousar escorrer sob o seu rosto, se machucam. Não acredite em contos, coração. 
              Se eu pudesse te dar um conselho nesse exato momento seria este: Não acredite em fábulas.
A essa altura do campeonato, aos 45 do segundo tempo, com o jogo já perto do final e todos os jogadores já cansados e prestes a sair de campo, eu não posso sequer pensar em apitar. Adiantaria pedir acréscimos se uma hora chegaria ao fim da mesma forma? Adiantaria algo, hein? Vamos, me diz. Você precisa me dizer pra que eu saiba, se não eu posso acabar tão perdida quanto você. Mas não precisa, sabemos que não. Sabemos também, que a sua mente complexa e tão cheia de confusões(e com Certezas de dar e sobra) não é tão fácil assim de penetrar. Infelizmente. E você tem amigos, amigos imaginários que são capazes de te dar conselhos incríveis. E você os ouve. Chega a ser poético. Como uma canção de derrota e insensatez sensata. Seria uma metáfora tudo o que nos foi ensinado? Ou seria alguma outra coisa que deixamos passar despercebido? Não sei. 
Não sei de muita coisa, e de muita coisa nada sei. Então deixa assim, sem saber...
Que por enquanto, enquanto o tempo não passa, vamos remando o nosso barquinho... Abre a vela e rema.


- ThC.

domingo, 14 de agosto de 2011

Sensatez e irrelevância.

Qualquer um pode ser forte, é só querer. Eu por exemplo, consigo ser forte até debaixo d'água. Sou completamente equilibrada e não tenho nenhum sinal de distúrbio. Posso fazer o que eu quiser, a liberdade que eu possuo me permite isto. Nunca desisti de nada na minha vida, nem pretendo. Não amo, não choro, não odeio e a fraqueza passa longe de mim. Mas acima de tudo, eu minto. E minto muito bem. 


- ThC.

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"Talvez eu até esteja errado, mas que se dane. Se uma pessoa não tem paciência nem pra conquistar minha confiança e afastar meus medos, o que eu posso esperar, então? Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço." - Tati Bernardi